13 dezembro 2011

6 lições tiradas dos games esse ano

Em diversas ocasiões ouvi que videogames são hobbies infantis ou uma total perda de tempo.
Ouvi também que joga-los demais nos torna agressivos – como se filmes, músicas e até mesmo livros também não mostrassem tal violência, algumas vezes chegando a níveis extremos. Além disso, jogar demais pode nos deixar morbidamente obesos e/ou anti-sociais.
Essas almas ignorantes se dão ao trabalho de nos dizer que não podemos aprender absolutamente nada de videogames, ou ao menos, não o bastante para faze-los algo mais do que perder lindas tardes de sol. Esse artigo foi escrito para provar que tais argumentos, no mínimo esc****, serão aniquilados por uma lista de dez coisas que os videogames podem ensinar, e mais do que isso, coisas que professor algum pode ensinar. Então fo**** você e suas tardes ensolaradas, aqui está o que videogames me ensinaram:
1. Nem todo jogo pode fazer terror.
Há algum tempo atrás eu estava ansioso por diversos títulos de terror. Enquanto eu ainda gosto da idéia de Mirror’s Edge, por exemplo, depois de Red Faction: Armageddon eu aprendi algo importante: embora possa soar bem no papel – como, digamos, misturar a destruição desenfreada de Red Faction: Guerilla com os alienígenas assustadores de Dead Space cobertos de lâminas que querem te rasgar em mil pedaços – nem sempre funciona. Armageddon foi um fracasso tão grande, mas tão grande, que a THQ não vai se arriscar a uma sequência. Nem espere.
2. Eu nunca serei o Batman.
Muitas crianças querem ser astronautas, cowboys, ou fazer algo doido como criar videogames (como se fosse tão fácil assim). Eu me lembro que, quando muito novo, eu queria ser super-herói. O Batman, por exemplo. Se eu tivesse nutrido esse desejo até os dias atuais, teria desistido ao jogar Arkham City. Foi nesse game que percebi o quanto pode ser desgastante ter a miríade de responsabilidades do homem-morcego.
O número absurdo de aparelhos que o Cavaleiro das Trevas tem à sua disposição é assustador, mas é minha incapacidade de me concentrar em qualquer coisa de uma vez que seria, inevitavelmente, o fim da minha vida. Eu me distraio facilmente. Não seria justo com a pessoa que estivesse sendo espancada em um beco se eu parasse no meio do caminho para disparar meu gancho, visando prendê-lo na borda de um telhado, para então saltar do “céu” fazendo sons indiscutivelmente comparáveis aos gritos de uma menina de 12 anos em um show do Justin Bieber.
3. Atirar em bebês pode ser necessário.
Há uma parte em particular no jogo que é muito divertida de se jogar enquanto uma pessoa que não entende de jogos te assiste. Dica: da próxima vez que estiver na casa de seus avós, se faça um favor e peça para que eles te vejam jogar. Então, por favor, carregue a parte em que Isaac tem que atravessar a Escola, e assim que você começar a matar os recém-nascidos e crianças Necromorphs, faça-o com gosto. Mas faça com MUITO gosto. De vez em quando, eu quero que olhe para seus rostos que, sem dúvida, estarão exibindo um olhar de puro horror, enquanto vêem seu netinho querido se divertindo ao fazer coisas inomináveis.Quando eles recuperarem a capacidade de desviar o olhar pra longe dos horrores na tela, quero que se certifique de deixar seus olhos selvagens e destituídos de qualquer emoção. Há uma grande chance de que você seja retirado da frente do videogame pelos cabelos, mas garanto que valerá a pena.


4. Mais vale uma lanterna que uma arma de calibre pesado.
Ou as lanternas de Battlefield 3 são insanamente superpoderosas, ou cada soldado do game lida com sérios problemas de fotosensibilidade. Digo isso, pois como um pálido gamer que passou grande parte da vida enclausurado em casa, fechado no escuro, jogando videgame e assistindo uma quantidade obscena de filmes e séries, também tenho certa sensibilidade à luz. Mas, porra!, lanternas não são tão 
filhadaputamente
 luminosas durante o dia! Se eu posso cegar tão facilmente meus inimigos, por que eu precisaria de uma arma, mais pesada e em diversos casos difícil de manusear, ou mesmo de encontrar munição, se eu posso andar até eles enquanto eles se recuperam da cegueira momentânea e vencê-los, levando-os à morte, com coronhadas de minha poderosa lanterna?
5. Traga um pênis, não uma lanterna.
Quer saber o que é tão efetivo quanto uma lanterna superpoderosa? Que tal um grande e grosso pênis roxo? EmSaints Row: The Third essa pode ser uma de suas principais armas de combate, assumindo que você quer parecer impressionante e trazê-la com você onde quer que vá. O que realmente torna este o melhor é o pavor que o “mastro violeta latejante da morte” desencadeia em qualquer valentão que não vê-lo chegando, ou, mais provavelmente, vê-lo chegando. Quer uma visão mais atordoante do que a visão de uma mulher armada com um consolo gigante vestida em couro e correndo em sua direção a toda velocidade? É  melhor sair do caminho.
6. Centopeias alienígenas gigantes são aterrorizantes.
Odeio tudo que tenha mais de quatro pernas. Normalmente me sinto desconfortável perto de coisas com seis, oito pernas. Elas precisam ser mortas imediatamente, e a única defesa contra elas é sair correndo gritando e mijando na calça até que eu me sinta seguro e longe o suficiente. Essa confissão é apenas para explicar a onda de terror que me abateu quando encontrei meu primeiro Serapede em Gears of War 3.
Então não tenha dúvida: centopéias são assustadoras, mas Serapedes podem te fazer cagar de medo sem que você perceba.

( Mias 5 lições em Nos Geeks )

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